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O sono profundo ajuda a regular o açúcar no corpo

Pesquisa norte-americana mostra que a privação da parte mais profunda do sono altera o funcionamento da insulina e pode facilitar o aparecimento do diabetes tipo 2.

O sono é dividido em fases, de acordo com as ondas cerebrais e relaxamento muscular. Na fase mais profunda, as ondas cerebrais são lentas e o relaxamento muscular é mais intenso. Nesse momento, o relaxamento muscular e diminuições do ritmo cardíaco e respiratório permitem a recuperação das energias.
Para chegar à fase de relaxamento o corpo precisa passar por três etapas que vão preparando o organismo para a recuperação. Interrupções que podem tornar o sono superficial não permitem que se chegue ao estágio mais profundo.



Os problemas respiratórios e períodos muito curtos de sono são as razões mais comuns para que o corpo não possa descansar adequadamente. Até agora se conheciam os efeitos dessa falta de recuperação sobre as atividades do dia seguinte, mas não sobre o metabolismo do açúcar.
Os pesquisadores lavaram um grupo de voluntários, sadios e jovens, a um laboratório de estudos do sono. Foram submetidos a três noites bem dormidas e em seguida a um período igual de noites onde o sono não chegava a se aprofundar, atrapalhado por ruídos.

Sangue denuncia

Ao mesmo tempo em que registravam as ondas cerebrais, amostras de sangue foram colhidas depois das noites de testes para se avaliar o metabolismo da glicose.
Os resultados mostraram que apenas três noites sem a fase profunda do sono levavam à diminuição da sensibilidade das células à insulina. Essa alteração fez os níveis de glicose no sangue subirem 23%.
Essas mudanças são semelhantes às apresentadas por pessoas idosas ou indivíduos que engordaram de 10 a 15 quilos. Como o diabetes tipo 2 está associado à obesidade, que por sua vez associa-se às alterações respiratórias, é possível que essas alterações do metabolismo da glicose possam explicar essas inter-relações.

Fonte: cbn

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