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Problemas para dormir aumentam em moradores de São Paulo

Pesquisa foi baseada em questionários e exames de polissonografia, principal ferramenta para diagnosticar os distúrbios do sono.

A cada dia que passa, os moradores de São Paulo se queixam ainda mais de problemas para dormir. A afirmação é baseada nos resultados de uma pesquisa feita pelo Instituto do Sono, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizada com mais de mil pessoas entre 20 e 80 anos.

Realizada em 2007, só agora a pesquisa tem seus dados tabulados e enviados para publicação em revistas científicas. A metodologia foi além da aplicação de questionários. Foram realizados exames de polissonografia, que é a principal forma de detectar os distúrbios do sono.

Não é a primeira vez que a instituição realiza este tipo de pesquisa. Outras duas já haviam sido feitas, em 1987 e 1985, mas apenas com a aplicação dos questionários. A comparação entre os levantamentos mostra que houve um aumento em todas as queixas.

Dificuldade para dormir e para manter o sono, ronco, bruxismo, sonambulismo e pesadelos foram alguns dos problemas relatados. Apesar de não ser possível saber se o aumento na frequência de queixas corresponde a um crescimento na ocorrência dos distúrbios propriamente ditos -já que em 1987 e 1995 não foram feitos exames diagnósticos, a tendência é que haja, sim, um crescimento desses problemas.

Segundo o autor da pesquisa, o biólogo Rogério Santos Silva, "a queixa do paciente é um parâmetro relevante para determinar o diagnóstico dos distúrbios, apesar de não ser o único", afirma.

De acordo com ele, o alto índice de estresse pode ajudar a explicar o aumento das queixas. "Vários desses problemas, como insônia, pesadelos e sonambulismo, têm relação com o estresse. A pesquisa foi feita numa grande metrópole, com altos índices de violência, e as pessoas estão cada vez mais estressadas."

O excesso de peso também contribui. No levantamento, 60% da população apresentou sobrepeso ou obesidade. Ronco e apneia são mais frequentes em pessoas que estão acima do peso, como mostra a própria pesquisa: os entrevistados com sobrepeso tiveram 2,6 vezes mais chances de ter apneia do que aqueles que estavam com peso adequado. Nos obesos, o risco aumentou 10,5 vezes.

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