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Insônia, depressão e suicídio...


Dormir mal, um dos principais sintomas da depressão 

Especialistas vinculam insônia crônica com tendências suicidas.

Os trastornos de sono provocam desequilíbrios na serotonina, responsável por regular o humor.
De acordo a uma investigação apresentada durante o Congresso da Associação de Psiquiatría Mundial em Florencia, Itália, quem sofrem mais alterações no sonho têm maior probabilidade de conceber pensamentos suicidas, mesmo se o paciente não tiver um histórico de trastornos mentais, conforme se publicou no site da BBC.

Para o estudo, uma equipe da Universidade de Michigan, Estados Unidos, analisou durante um ano a relação entre os problemas do sono e a conduta suicida em 5.693 norte-americanos. Concluiu-se, após a pesquisa, que pessoas com dois ou mais sintomas de insônia tiveram 2,6 vezes mais probabilidade de suicidarem-se do que aqueles que dormiam sem dificuldades.
Os cientistas analisaram três tipos de problemas do sono: dificuldade para se dormir, para se manter dormindo e acordar, pelo menos, duas horas antes do desejado. Dentre os três, a tendência mais fortemente relacionada à conduta suicida foi acordar antes do previsto.

Segundo avaliação do médico psiquiatra paraguaio, especialista em insônia, Miguel Ángel Colar, existe efetivamente uma relação entre problemas em conciliar o sono e o suicídio, já que este trastorno é um dos sintomas mais comuns da depressão e “a consequência mais grave da depressão é a auto-eliminação”, adverte.

Por este motivo, destaca a importância de se buscar determinar a causa da insônia, que pode ter como origem a depressão, a ansiedade, dores corporais ou ainda a apnéia do sono (obstrução respiratória), “e não se limitar unicamente a tratar do trastorno do sono por meio de hipnóticos ou soníferos”, asevera. Ademais, o psiquiatra ainda destaca a importância de se manter hábitos e rotinas de sono, tais como dormir oito horas, ter um bom colchão e travesseiro, deitar-se não muito tarde, levantar-se à mesma hora e evitar o uso de álcool e estimulantes, como o café à noite.

No Paraguai, as estatísticas da Associação Paraguaia de Prevenção do Suicídio (APPS), revela que entre os anos 2005 e 2007 o número de casos de suicídios esteve em 328 em média, tendo como principais vítimas os homens de até 29 anos.

Fonte: La Nacion (edición impresa) - 9 abril 2009 - Asunción - Paraguay
http://www.lanacion.com.py/noticias-239648.htm

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